top of page

Além da cassiterita: como o cooperativismo transformou a realidade do Distrito de Bom Futuro

  • há 4 horas
  • 10 min de leitura

Em um dos principais garimpos de Rondônia, duas cooperativas mostram que desenvolvimento também se mede pelas oportunidades criadas para a comunidade



Ana Maria da Silva não fala primeiro sobre mineração quando conta a história do distrito de Bom Futuro em Ariquemes. Depois de mais de duas décadas vivendo no distrito, ela prefere lembrar das mudanças que aconteceram dentro da própria casa.


Ana Maria da Silva encontrou no Programa Pequeno Príncipe apoio para superar a ansiedade e fortalecer os laços familiares, transformando sua rotina em Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento
Ana Maria da Silva encontrou no Programa Pequeno Príncipe apoio para superar a ansiedade e fortalecer os laços familiares, transformando sua rotina em Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento

Ela fala dos filhos, das dificuldades enfrentadas pela família e de como, durante muito tempo, conviveu com problemas emocionais que pareciam não ter solução. O caminho até o atendimento especializado era longo: Bom Futuro fica a cerca de 80 quilômetros do município de Ariquemes, distância que, para muitas famílias, representa uma barreira para acessar serviços básicos.


A transformação começou quando o Programa Pequeno Príncipe chegou ao distrito. Criada com o objetivo de oferecer atendimento psicológico e fortalecer vínculos familiares, a iniciativa passou a levar para dentro da comunidade um serviço que antes exigia deslocamentos e custos que muitas famílias não conseguiam assumir.


Ana Maria acompanha os filhos nas atividades e encontrou no projeto um espaço de acolhimento. Ela conta que enfrentava crises de ansiedade e dificuldades para frequentar determinados ambientes, mas que o acompanhamento recebido ajudou a mudar sua rotina: “Eu aprendi a conviver com as pessoas. Antes eu não conseguia ficar em lugar fechado. Hoje eu já consigo”, relata.

Vista aérea do distrito de Bom Futuro, em Ariquemes. Conhecida pela produção de cassiterita, a região se consolidou como um modelo de organização da atividade mineral, unindo cooperativismo, governança e ações voltadas ao desenvolvimento da comunidade. Imagem:  Auristênio Nascimento.
Vista aérea do distrito de Bom Futuro, em Ariquemes. Conhecida pela produção de cassiterita, a região se consolidou como um modelo de organização da atividade mineral, unindo cooperativismo, governança e ações voltadas ao desenvolvimento da comunidade. Imagem: Auristênio Nascimento.

A história dela representa uma transformação que acontece longe dos números da produção mineral, mas que ajuda a explicar uma nova fase de Bom Futuro. Conhecido nacionalmente pela exploração de cassiterita, o distrito construiu sua identidade em torno da mineração. No entanto, nos últimos anos, a comunidade passou a vivenciar uma mudança que vai além da atividade econômica: a riqueza produzida pelo minério começou também a ser direcionada para ações sociais, educação e melhoria da qualidade de vida dos moradores.


Quando a mineração passou a transformar o território

Essa mudança está ligada ao modelo cooperativista desenvolvido pela Cooperativa dos Garimpeiros de Santa Cruz (Coopersanta) e pela Cooperativa Metalúrgica de Rondônia (Coopermetal), organizações que atuam na estruturação da atividade mineral e na construção de uma relação mais próxima entre produção e comunidade.


Área de mineração em Bom Futuro, distrito de Ariquemes. O modelo cooperativista desenvolvido pela Coopersanta e pela Coopermetal organiza a atividade mineral e reúne pequenos, médios e grandes produtores em uma mesma cadeia produtiva. FOTO: Auristênio Nascimento.
Área de mineração em Bom Futuro, distrito de Ariquemes. O modelo cooperativista desenvolvido pela Coopersanta e pela Coopermetal organiza a atividade mineral e reúne pequenos, médios e grandes produtores em uma mesma cadeia produtiva. FOTO: Auristênio Nascimento.

Para Paulo Amâncio Mariano, presidente do Conselho Fiscal da Coopersanta, a história de Bom Futuro é marcada por uma grande transformação. Ele chegou ao distrito em 1987, quando a mineração ainda era realizada de maneira rudimentar e a região tinha uma realidade completamente diferente da atual.


“Quando chegamos, tudo estava começando. Não existia vila, não existiam equipamentos de grande porte. A atividade foi se desenvolvendo ao longo dos anos e passou por várias transformações”, lembra Amâncio.

A organização desse território aconteceu junto com a evolução das cooperativas. A criação e consolidação da Coopersanta e, posteriormente, da Coopermetal permitiram estruturar uma atividade que antes era marcada pela informalidade e por dificuldades de segurança e organização.


Segundo Amâncio, um dos maiores desafios foi mudar uma cultura construída durante décadas entre trabalhadores que chegaram de diferentes regiões do país em busca do minério. “Era preciso mostrar que eles podiam trabalhar de uma forma ordenada, com segurança e sem colocar a própria vida em risco.”


Um dos avanços citados por ele foi a organização dos pequenos produtores que atuavam de forma independente. Com apoio das cooperativas, esses trabalhadores passaram a desenvolver suas atividades dentro de uma estrutura mais segura e organizada.


Paulo destaca que o cooperativismo foi fundamental para organizar a atividade mineral, ampliar a segurança dos trabalhadores.
Paulo destaca que o cooperativismo foi fundamental para organizar a atividade mineral, ampliar a segurança dos trabalhadores.

Hoje, os cooperados fazem parte desse modelo, que permitiu maior estabilidade para pequenos e médios mineradores. “O cooperativismo criou uma estrutura para que essas pessoas pudessem trabalhar melhor. Esse foi um dos grandes avanços que tivemos em Bom Futuro no lado social”, afirma.


A transformação da atividade mineral também envolveu a construção de um modelo de governança que reuniu cooperativas, mineradores, órgãos públicos e instituições ligadas ao setor. O objetivo era permitir que diferentes interesses pudessem conviver dentro de um mesmo território, garantindo organização e segurança jurídica.


Para Paulo, essa estrutura foi fundamental para que Bom Futuro deixasse de ser apenas uma área de exploração mineral e passasse a ser vista como um modelo de operação. “Hoje a cooperativa transformou aquilo que estava parado em riqueza. Gerou emprego, renda, receita e movimentou toda uma cadeia dentro do estado.”

O modelo cooperativista desenvolvido pela Coopersanta e pela Coopermetal conecta a organização da atividade mineral ao investimento social, direcionando parte da riqueza gerada para iniciativas voltadas ao desenvolvimento da comunidade de Bom Futuro.
O modelo cooperativista desenvolvido pela Coopersanta e pela Coopermetal conecta a organização da atividade mineral ao investimento social, direcionando parte da riqueza gerada para iniciativas voltadas ao desenvolvimento da comunidade de Bom Futuro.

Quando o desenvolvimento alcança as famílias

A geração de riqueza, no entanto, passou a ser vista pelas cooperativas como algo que precisava ultrapassar os limites da produção mineral. Para Paulo Amâncio, o desenvolvimento só faz sentido quando consegue melhorar a vida das pessoas que vivem no território onde a atividade acontece.


Ao lado dos filhos, Ana Maria da Silva representa uma das famílias beneficiadas pelo Programa Pequeno Príncipe. Imagem: Auristênio Nascimento.
Ao lado dos filhos, Ana Maria da Silva representa uma das famílias beneficiadas pelo Programa Pequeno Príncipe. Imagem: Auristênio Nascimento.

“Não dá para a gente viver em um lugar que tem riqueza e ver as pessoas vivendo na pobreza. O caminho é pensar que todos possam ter uma boa qualidade de vida”, afirma.


Essa compreensão ajudou a fortalecer uma série de iniciativas sociais desenvolvidas ou apoiadas pelas cooperativas ao longo dos anos. Entre elas está o Programa Pequeno Príncipe, uma ação construída em parceria com o Fundo Municipal da Infância e Adolescência (FIA), Prefeitura de Ariquemes e instituições locais.


Responsável pela gestão do FIA, a assistente social Maria Neuza acompanhou de perto a necessidade de criar uma estrutura permanente de atendimento dentro de Bom Futuro. Segundo ela, a demanda por apoio psicológico era uma realidade antiga entre crianças, adolescentes e famílias da comunidade.


Assistente social e gestora do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), Maria Neuza acompanhou a implantação do Programa Pequeno Príncipe e destaca a saúde mental como uma das principais demandas das famílias de Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento.
Assistente social e gestora do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), Maria Neuza acompanhou a implantação do Programa Pequeno Príncipe e destaca a saúde mental como uma das principais demandas das famílias de Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento.

“A ideia surgiu quando eu trabalhava aqui como assistente social e via as necessidades das famílias. Havia uma busca muito grande por saúde mental. Foram quase 12 anos até conseguir realizar esse projeto”, conta.


O Programa Pequeno Príncipe oferece atendimento psicológico, oficinas e atividades educativas para crianças, adolescentes e famílias do distrito de Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento.
O Programa Pequeno Príncipe oferece atendimento psicológico, oficinas e atividades educativas para crianças, adolescentes e famílias do distrito de Bom Futuro. Imagem: Auristênio Nascimento.

O Pequeno Príncipe nasceu com uma proposta ampla: não apenas atender crianças e adolescentes individualmente, mas fortalecer toda a rede familiar. O projeto oferece acompanhamento psicológico, oficinas, atividades culturais, ações educativas e grupos de apoio para pais e responsáveis.


Para Maria Neuza, cuidar das famílias é uma forma de prevenir problemas que podem se repetir ao longo das gerações. “A saúde mental é a base da vida de qualquer ser humano. Se você não se entende, se não sabe quem você é, muitas coisas não conseguem evoluir. Por isso precisamos trabalhar a criança, mas também quem está ao redor dela.”


A manutenção do projeto depende da união de diferentes parceiros. Os recursos do Fundo da Infância e Adolescência, alimentado por destinações do Imposto de Renda, são complementados pelo apoio do poder público e de empresas e cooperativas que acreditam na iniciativa.


Os resultados, segundo ela, aparecem principalmente nas mudanças de comportamento das pessoas atendidas. Crianças que apresentavam dificuldades emocionais passaram a desenvolver novas formas de lidar com os sentimentos. Famílias relatam melhora na convivência dentro de casa. Pais e responsáveis também passaram a receber suporte para enfrentar desafios cotidianos.


Uma pesquisa realizada com participantes do projeto mostrou avaliações positivas sobre os atendimentos, com relatos de mudanças na autoestima, no relacionamento familiar e na qualidade de vida. “Esses resultados não aparecem como um número apenas. Eles aparecem na vida das pessoas. É quando uma criança melhora na escola, quando uma família consegue se organizar melhor, quando alguém volta a acreditar em si”, explica.


Lucilene Esméria Rodrigues chegou ao Programa Pequeno Príncipe como paciente. Hoje, integra a equipe e ajuda outras famílias por meio de oficinas e ações de acolhimento. Imagem: Auristênio Nascimento
Lucilene Esméria Rodrigues chegou ao Programa Pequeno Príncipe como paciente. Hoje, integra a equipe e ajuda outras famílias por meio de oficinas e ações de acolhimento. Imagem: Auristênio Nascimento

Uma dessas transformações é vivida por Lucilene Esméria Rodrigues. Antes de fazer parte da equipe do projeto, ela chegou ao Pequeno Príncipe como uma das pessoas atendidas. Enfrentava ansiedade e depressão e encontrou no espaço o apoio que precisava.


O atendimento também alcançou seu filho, uma criança com necessidades especiais, e outros integrantes da família. “O projeto me trouxe um benefício muito grande. Melhorou minha saúde mental, minha vida em família. As meninas acolheram a gente com muito carinho”, conta.


Depois de perceber a importância daquele trabalho, Lucilene decidiu ajudar de outra forma. Primeiro colaborou voluntariamente com a organização do espaço. Depois passou a atuar diretamente no projeto, inclusive ministrando oficinas de artesanato para mulheres da comunidade.


“Muitas pessoas chegaram aqui sem acreditar que eram capazes de fazer alguma coisa. Depois saíram daqui satisfeitas, aprenderam uma profissão, recuperaram a autoestima. Isso é muito gratificante”, relata Lucilene.

A mudança também é percebida pelas crianças que participam das atividades. Ariele Vitória, uma das atendidas pelo projeto, conta que gosta das oficinas e dos momentos de convivência com a equipe: “Eu gosto de brincar e fazer as atividades”, diz.


O irmão dela, Otávio Batista, também participa das ações e destaca as atividades de recorte, colagem e as conversas sobre emoções. São pequenos momentos que representam uma mudança significativa em uma comunidade que durante muito tempo esteve associada apenas ao trabalho de mineração.


Mas a preocupação com o futuro de Bom Futuro não está restrita ao campo social. A transformação construída pelas cooperativas também envolve a relação da atividade mineral com o meio ambiente. A Coopersanta mantém ações voltadas à recuperação de áreas degradadas e busca novas tecnologias para aumentar o aproveitamento dos recursos minerais e reduzir perdas durante o processo produtivo.


Segundo Paulo Amâncio, como a mina ainda está em atividade, a recuperação completa das áreas ocorre conforme o planejamento operacional. Ao mesmo tempo, novas técnicas são estudadas para tornar a mineração mais eficiente e sustentável. “Estamos buscando tecnologias para aproveitar melhor aquilo que antes era perdido. Isso também faz parte da responsabilidade ambiental.”


A atuação da Coopersanta contribuiu para transformar a mineração em Bom Futuro, aliando produção mineral, responsabilidade social e desenvolvimento local. Imagem: Instagram Coopersantabrasil
A atuação da Coopersanta contribuiu para transformar a mineração em Bom Futuro, aliando produção mineral, responsabilidade social e desenvolvimento local. Imagem: Instagram Coopersantabrasil

A preocupação com sustentabilidade acompanha uma mudança maior na forma como Bom Futuro passou a enxergar a mineração. A atividade continua sendo a principal base econômica da região, mas o modelo construído pelas cooperativas mostra que desenvolvimento não depende apenas do que é retirado da terra, mas também do que permanece.


Ao longo de quase quatro décadas, a cassiterita ajudou a transformar a economia de Ariquemes e colocou Bom Futuro em destaque no cenário mineral brasileiro. Mas as histórias de Ana Maria, Lucilene e das crianças atendidas pelo Programa Pequeno Príncipe revelam uma outra dimensão dessa trajetória.


A riqueza produzida pelo território também aparece quando uma família encontra apoio, quando uma criança recebe cuidado e quando uma comunidade passa a ter novas oportunidades.


Para Paulo Amâncio, esse é o maior legado que pode ser deixado. “Precisamos trabalhar as crianças de hoje para que amanhã elas possam ser profissionais preparados, conheçam o valor da mineração e tenham outras possibilidades.”


Em Bom Futuro, a mineração continua movimentando máquinas, empregos e economia. Mas, junto dela, cresce uma outra construção: a de um território onde o desenvolvimento também é medido pelas vidas que consegue transformar.


Um modelo construído com pessoas

A história de Bom Futuro revela um processo que foi construído ao longo de décadas. A mineração, que no início chegou a ocorrer de forma mais simples e sem a estrutura existente atualmente, passou por uma transformação baseada em organização, planejamento e cooperação.


A Coopermetal integra o modelo cooperativista desenvolvido em Bom Futuro, contribuindo para agregar valor à produção mineral e impulsionar o desenvolvimento regional. Imagem: Instagram Coopersantabrasil
A Coopermetal integra o modelo cooperativista desenvolvido em Bom Futuro, contribuindo para agregar valor à produção mineral e impulsionar o desenvolvimento regional. Imagem: Instagram Coopersantabrasil

A atuação conjunta da Coopersanta e da Coopermetal foi fundamental nesse caminho. Enquanto a primeira consolidou a organização dos garimpeiros e produtores minerais, a segunda ampliou a estrutura ligada ao beneficiamento e à cadeia produtiva do minério, fortalecendo um modelo cooperativista que busca unir eficiência econômica, responsabilidade ambiental e compromisso social.


Para Paulo Amâncio Mariano, o diferencial desse modelo está justamente na capacidade de compreender que a atividade mineral não termina na retirada do minério. “A mineração precisa olhar para as pessoas. O resultado dela tem que melhorar a vida de quem está ali”, afirma.


Esse entendimento também aparece na forma como as cooperativas enxergam o futuro do distrito. A expectativa é que as novas gerações tenham oportunidades diferentes das encontradas no passado, com acesso à educação, qualificação profissional e novas perspectivas dentro e fora da mineração.


Paulo lembra que uma das grandes mudanças conquistadas foi justamente afastar crianças de atividades consideradas inadequadas para a idade e ampliar as possibilidades para os jovens.


“Não podemos mais ter crianças trabalhando no garimpo. O filho daquele trabalhador precisa ter oportunidade de ser um técnico de mineração, um profissional preparado, alguém que entenda o valor da atividade e possa escolher seu próprio caminho.”

Essa mudança de perspectiva representa uma das principais marcas do cooperativismo desenvolvido em Bom Futuro: transformar uma região historicamente ligada à extração mineral em um território onde a produção e o cuidado social caminham juntos.


O Programa Pequeno Príncipe é uma das demonstrações desse movimento. Ao levar atendimento psicológico, atividades educativas e apoio às famílias, a iniciativa passou a ocupar um espaço que antes era limitado pela distância e pela falta de acesso a determinados serviços.


A história de Ana Maria da Silva mostra como investimentos sociais estão transformando a realidade de famílias em Bom Futuro, levando atendimento psicológico e mais qualidade de vida à comunidade. Imagem: Auristênio Nascimento.
A história de Ana Maria da Silva mostra como investimentos sociais estão transformando a realidade de famílias em Bom Futuro, levando atendimento psicológico e mais qualidade de vida à comunidade. Imagem: Auristênio Nascimento.

Para Ana Maria, que acompanha de perto essa realidade, a presença do projeto trouxe uma nova esperança para moradores que muitas vezes enfrentam dificuldades sem ter para onde recorrer. “Quando tem pessoas que abraçam a gente, a gente cresce. O Distrito de Bom Futuro precisa de apoio, precisa que olhem para as crianças, para os adolescentes e para as famílias”, afirma.


A fala dela resume um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma das maiores conquistas do distrito: garantir que o desenvolvimento econômico seja acompanhado por oportunidades reais para quem vive no território.


No Distrito de Bom Futuro, o minério continua sendo a principal força econômica. Mas a transformação construída pelas cooperativas mostra que o verdadeiro impacto de uma atividade produtiva também pode ser observado nas relações que ela cria, nos projetos que apoia e nas histórias que ajuda a mudar.


Comentários


bottom of page